• MP tambm investiga fraudes no Projovem
MP tambm investiga fraudes no Projovem
2013-12-04 10:09:05

TAIOBEIRAS – O Ministério Público Federal (MPF) instaurou novos inquéritos para aprofundar as investigações sobre as fraudes no Programa Projovem Trabalhador. O alvo dos inquéritos são os ex-prefeitos presos pela Operação Esopo e o Instituto Mundial do Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC). Os promotores querem detalhes da execução dos contratos firmados com cinco prefeituras: Taiobeiras, São Francisco, Coração de Jesus, Januária e São João da Ponte. Ou seja: além da Polícia Federal, o ex-prefeito de Taiobeiras, Denerval Germano da Cruz, também terá que prestar esclarecimentos ao Ministério Público Federal.
 
A Operação Esopo, deflagrada pela Polícia Federal em 9 de setembro, resultou na prisão de 22 pessoas, entre elas o presidente da entidade, Deivdson Oliveira Vidigal, e seis ex-prefeitos pela suspeita de envolvimento em um esquema que, de acordo com as investigações, provocou prejuízos que podem chegar a R$ 400 milhões aos cofres públicos.
 
O MPF publicou portarias que oficializam o desmembramento da investigação, com isso, as suspeitas que recaem sobre o ex-prefeito Denerval serão investigadas em inquérito exclusivo para as irregularidades encontradas em Taiobeiras, assim como outros inquéritos investigarão os demais municípios que ocorreram os cursos do Projovem, financiado com recursos liberados pelo Ministério do Trabalho.
 
O procurador Alan Versiane, do MPF em Montes Claros, confirma que o órgão abriu procedimento para averiguar os contratos firmados pelo IMDC com as prefeituras, dentre elas Taiobeiras, onde se suspeita de licitação forjada, já que foi feita uma dispensa para contratar o IMDC, conforme publicado com exclusividade pela Folha Regional na edição anterior.
 
De acordo com o procurador, a partir do desmembramento, a investigação será aprofundada, com um trabalho minucioso sobre a movimentação financeira e o funcionamento do programa em Taiobeiras e outros municípios. Além dos depoimentos ouvidos durante a Operação Esopo, também serão analisados os relatórios das fiscalizações da CGU.
 
Alan Versiane lembra que, além de concorrências suspeitas para favorecer o IMDC – pelo modelo de dispensa de licitação –, já foram detectados outros indícios de irregularidades, como deficiências no funcionamento dos cursos, falta de material didático e problemas no transporte e fornecimento de lanche para os alunos. “Outra situação investigada é que a contratada recebia pela promoção total dos cursos, mas executava o programa de forma parcial”, declarou o procurador federal.
 
Deivson – O presidente do IMDC, Deivson Oliveira Vidal, ficou em silêncio durante o 2º depoimento e seu advogado informou que ele só voltará a falar em juízo. Por outro lado, o esquema usado nas fraudes foi considerado “grosseiro” pelo delegado Marcelo Freitas, encarregado da operação. “As prefeituras conseguiam os recursos e direcionavam as licitações para o IMDC, que, na melhor das hipóteses, executava parcialmente os contratos e distribuía o dinheiro para a quadrilha”, explica.

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